quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os "sub-estilos" do Rock, parte 5: Power Metal

No início da década de 80, quando a NWOBHM ( New Wave of British Heavy Metal ou em Português Nova Onda Do Heavy Metal Britânico) tomava de assalto as paradas musicais e os ouvidos de todos os fãs de heavy metal do mundo, começava a surgir nos porões europeus e americanos uma forma mais agressiva e pesada de se fazer heavy metal, mas ainda bastante técnica e preocupada com nuanças melódicas. Ainda que esta não seja uma definição totalmente correta, pode-se dizer que o power metal foi a ponte entre as bandas metálicas dos anos 70 (e, por extensão, da NWOBHM) e o thrash metal (que, pouco depois, estouraria com Metallica, Slayer, Megadeth e outros). Os grupos de power metal surgiram e desapareceram num espaço bastante curto de tempo, sendo que alguns também se encaixam sob o rótulo thrash e outros sob o rótulo heavy metal tradicional. Aqui, é impossível dizermos quem começou o movimento (aliás, nunca se tratou disso). O que podemos fazer é listar algumas bandas que fizeram power metal em algum momento de sua carreira (mas quase todas elas principalmente entre 1980 e 1985 mais ou menos, quando atravessaram seu auge). Nomes de peso da tendência foram: Liege Lord, Manowar, Exciter, Grave Digger, Oz, Iron Angel, Chariot, Agent Steel, Savage Grace, Hirax, Sacrifice, Running Wild, Helloween, Rage, Anvil, Abbatoir, Raven, Cirith Ungol, Mercyful Fate e alguns outros. Muitas dessas bandas possuíam um lado quase thrash, mas eram muito mais melódicas e não se encaixavam perfeitamente sob o rótulo. Por isso, cunhou-se o nome speed metal para defini-las. Contudo, o termo é muito vago e discutível (embora power metal também o seja) e é preferível não usá-lo. Enfim, o que chamamos de power metal é uma música pesada e intensa, mas sem a agressividade e urgência características do thrash. Por outro lado, grupos que se enquadram nessa categoria tampouco se parecem com os da NWOBHM, sendo razoavelmente mais agressivos.

Os "sub-estilos" do Rock, parte 4: Thrash Metal

Convencionou-se chamar de thrash metal a forma de se tocar heavy metal surgida no início dos anos 80 e, embora seja extremamente difícil precisar com exatidão quem e como se deu o nascimento do gênero, bandas como Metallica, Exodus, Slayer e outras foram decisivas em sua lapidação. Em poucas palavras, pode-se dizer que o thrash metal é o heavy metal tocado de forma mais ríspida e crua (daí seu envolvimento com o punk), mas mantendo a técnica, o peso e a agressividade característicos do estilo. O thrash metal viveu seu grande momento nos anos 80, época em que surgiram infinitos grupos que perpetravam sua proposta. Alguns nomes importantes dentro do thrash, excetuando-se os já citados: Testament, Megadeth, Destruction, Xentrix, Nasty Savage, Whiplash, Overkill, Agent Steel, Assassin, Kreator, Celtic Frost, Sepultura, Flotsam and Jetsam, Coroner, Dark Angel, Nuclear Assault, At War, Iron Angel, Possessed, Onslaught, Sodom, Tankard, Artillery, Sabbat, o brasileiro Sepultura e muitos, muitos outros de menor expressão. Na primeira metade da década de 90, o estilo entrou em franca decadência. Muitas das bandas citadas encerraram suas atividades, algumas mudaram de estilo e outras seguiram com a mesma proposta e caíram no ostracismo. De qualquer forma, a importância do thrash para a música pesada é inegável, tendo sido sua expressão mais importante durante os anos 80 e fundamental para a lapidação do death metal. Atualmente, grupos thrash ainda existem, com uma sonoridade ligeiramente diferente, mas bem-sucedida. Dois grandes nomes desse cenário, já bem menor do que aquele da década passada, são o Pantera e o Machine Head.

Os "sub-estilos" do Rock, parte 3: Death Metal

O death metal é descendente direto do thrash metal, sendo, basicamente, o thrash tocado da forma mais rápida e pesada possível. Assim, é natural que os primeiros conjuntos a fazerem algo semelhante ao death tenham vindo da cena thrash. Grupos como Destruction, Sodom, Possessed, Slayer, Messiah e Kreator, por exemplo, ainda que não fossem death, já possuíam muitas das particularidades do mesmo (assim como Deep Purple , Jimi Hendrix e Led Zeppelin possuíam algo de heavy metal sem de fato pertencerem ao estilo) e funcionaram como pais do estilo. Talvez a primeira banda a ter soado realmente como death metal tenha sido o Hellhammer. A partir de então, surgiram nomes seminais do death, como Bathory, Morbid Angel e Death. Pouco mais tarde, aquele metal rápido, pesadíssimo, com vocais guturais e nenhum senso melódico já havia se expandido irreversivelmente, tendo vivido seu melhor momento no final da década de 80, e no inicio da de 90. Excetuando-se os já citados, nomes importantes do death: Cannibal Corpse, Obituary, Pungent Stench, Sadus, Entombed, Dismember, Therion, Deicide, Napalm Death, Carcass, Monstrosity, Brutality, Sinister, Six Feet Under e infinitos outros. A grande maioria dessas bandas ainda está na ativa, pois são relativamente novas e o death metal não encontrou um período de decadência muito grande.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Slash: Show no HSBC Brasil, São Paulo

No dia 7 de Abril, foi realizado em São Paulo um grande show de um dos maiores guitarristas da história: Slash.
A abertura do show foi com uma banda brasileira de Hard Rock chamada TEMPESTT, que tocou vários covers, incluindo Back in Black da banda AC/DC.
Após essa apresentação, uma bandeira com a imagem do CD lançado pelo Slash no inicio de 2010 foi baixada ao palco, e então, por volta das 21h30,as luzes se apagaram e o hino nacional brasileiro foi tocado, que foi interrompido com o som da bateria inicial da música "Ghost". Assim, com sua Gibson Les Paul e a famosa cartola preta, Slash subiu ao palco, levando os público ao delírio.
Myles Kennedy foi escolhido como vocalista para o show e após tocar "Ghost", veio uma música de sua antiga banda, Slash's Snake Pit, e "Sucker Train Blues", do Velvet Revolver, mostrando bastante qualidade no vocal. Também foram tocadas "Nightrain" e "Civil War" da banda onde fez com que chegasse ao auge de sua carreira, o Guns N' Roses.
"Back from Cali" veio na sequência e o guitarrista dedicou a música "Starlight" ao povo japonês, devido às catástrofes ocorridas no ultimo mês.
A maioria das músicas eram do Velvet Revolver, que está atualmente inativa após a saída de Scott Weiland, e de seu CD solo.
A banda que foi acompanhar Slash fez um belíssimo trabalho, tendo uma apresentação implacável e com um entrosamento perfeito. 
Mas a estrela da noite não fez muitos solos individuais, somente foi ao centro do palco para tocar a música "Godfather Theme" e que foi seguida por uma das músicas mais marcantes da história do rock: "Sweet Child O' Mine".
Depois de "Slither", que seguiu com o show, começa o pequeno intervalo(bis) e que retornou com "By the Sword", de seu trabalho solo, e de "Mr.Brownstone".
Como encerramento do espetáculo, a música que já era esperada, por ser uma das principais músicas do Guns N' Roses, fez um final emocionante com a "Paradise City" para um show que ficará na memória do público que foi ver um dos maiores guitarristas da história.
Setlist:
  1. Ghost
  2. Mean Bone
  3. Sucker Train Blues
  4. Nightrain
  5. Rocket Queen
  6. Civil War
  7. Back from Carli
  8. Starlight
  9. Nothing to Say
  10. Beautiful Dangerous
  11. We're Gonna Die
  12. Just Like Anything
  13. My Michelle
  14. Fall to Pieces
  15. Godfather Theme
  16. Sweet Child O' Mine
  17. Slither
  18. By the Sword
  19. Mr.Brownstone
  20. Paradise City