sábado, 7 de maio de 2011

Os "sub-estilos" do Rock, parte 8: Grumge

Grunge é a denominação utilizada para caracterizar a grande gama de grupos saídos de Seattle, Estados Unidos, no início da década de 90. Principiantes ou não, estas bandas foram colocadas em um só capítulo da história do rock, chamado grunge, cuja moda tomou conta do mundo há alguns anos. Milhares de adolescentes ao redor do mundo aderiram à esta nova maneira de ser que, como nos anos 60, quando o rock tomou conta do mundo, chocou os adultos e conservadores. Cabelos compridos e despenteados, camisas de flanela amarradas na cintura, camisetas de banda e bermudões largos compunham o visual grumge, que colocava garotos e garotas dentro de um mesmo estilo. A moda era ser anti-moda. Claro que o visual adotado por estes adolescentes era copiado de suas bandas preferidas que, muito antes de tudo isso, já se vestiam assim simplesmente por gostarem. E foi nessa onda grumge que muitos se esqueceram do verdadeiro significado, do verdadeiro motivo pelo qual os jovens estavam se vestindo assim: a música. Musicalmente falando, o movimento grunge continha grupos de rock com letras de protesto e um som agressivo. Dizia-se que a geração X, como apelidaram os jovens dos anos 90, havia crescido em um mundo liberal, mas sem futuro. E eram justamente esses jovens que faziam parte das bandas grumge, que gritavam para o mundo sua revolta contra tudo e contra todos. A revista norte-americana Rolling Stone coloca o início do movimento grumge no ano de 1988, quando o grupo Blood Circus lançou o álbum "Two Way Street"/ "Six Foot Under". Além deste, muitos outros grupos fizeram parte do movimento, cuja base musical era misturar punk com heavy metal, obtendo um resultado tão agressivo e gritante quanto suas letras. Soundgarden, Mudhoney, Alice in Chains, Pearl Jam e Nirvana logo foram aclamados pelos fãs e pela crítica, como sendo as bandas que melhor representavam o estilo. Rádios, redes de televisão, revistas e toda a mídia mundial, fosse ela especializada em música ou não, voltaram suas atenções para estes grupos e seus maneirismos. Todos tentavam analisar e entender o comportamento rebelde dos filhos da liberação sexual. O que ninguém entendia, é que aquilo tudo não era para ser analisado, mas sim para ser escutado. Com certeza, os dois maiores expoentes da música grumge foram o Nirvana e o Pearl Jam. Ambos possuíam vocalistas carismáticos que, com sua maneira de encarar o público com desdém de quem está longe de querer ser estrela, conquistaram a todos. Nirvana e Pearl Jam venderam milhões de cópias e tocaram por todo o mundo, levando o grumge aos lugares mais inimagináveis. Claro que ambos têm sua importância no cenário musical mas, sem dúvida alguma, o Nirvana deve ser considerada a maior banda dos anos 90, uma vez que arregimentou milhões de fãs, vendeu milhões de discos e teve seu estilo musical imitado por muitos outros grupos. O Nirvana, que tinha Kurt Cobain como seu líder, foi o autor de clássicos como "Smells Like Teen Spirit" e "Rape Me", figurantes do primeiro lugar na lista dos mais pedidos. Kurt e sua voz gritada, o quebra-quebra dos instrumentos e o problema com as drogas marcaram a carreira meteórica desta banda, cujo fim foi causado pelo suicídio do vocalista, em abril de 1994 (é incrível como muitas estrelas do Rock morrem ou por suicídio ou por acidentes). Por outro lado, o Pearl Jam tinha uma atitude bem menos agressiva, letras mais poéticas e músicas bem elaboradas, como "Even Flow", primeiro grande hit do grupo. Com o passar dos anos, e depois da morte de Kurt, que levou fãs de todo o mundo à loucura, o cenário grumge foi sendo substituído, ao menos nos Estados Unidos, pelo Rock alternativo. Aos poucos, bandas como o Pearl Jam e o Soundgarden foram ficando obscurecidas e a venda de seus discos caíram à medida em que iam sendo lançados. Neste ano de 1997, o Soundgarden anunciou sua dissolução. Já o Alice in Chains, cujo vocalista passa mais tempo em clínicas de tratamento contra drogas do que no palco, anda meio sumido do cenário. Das bandas que surgiram após esta imensa onda grumge, nenhuma se mostrou tão promissória quanto seus influenciadores. E neste ritmo, a opção para quem gosta de grumge acaba por ser ouvir os álbuns e ver os vídeos deixados pelo Nirvana ou pelo Pearl Jam.

System of a Down: confirmado no Rock in Rio

Depois de ganhar a enquete realizada no site do Rock In Rio com 499.445 votos (33,7%), finalmente, após uma longa negociação, System of a Down é confirmado e se apresentará no dia 2 de outubro.


No mesmo dia se apresentará Guns n' Roses e Pitty e Detonautas Roque Clube. Bom saber que colocaram mais uma banda no evento que fará jus ao nome do evento, já que mais de 50% das atrações não será "ROCK".
Lembrando que a venda de ingressos começará a partir do dia 7 de maio (sábado).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Scorpions: Turnê mundial de despedida

Em entrevista à revista Zeit Magazin, Klaus Meine, vocalista do Scorpions, anunciou que a banda ira fazer uma turnê de despedida esse ano.
Segundo ele, a banda prefere encerrar sua grande e gloriosa carreira antes que se transformem em "uma caricatura", por isso irão fazer uma turnê mundial de despedida.
O repórter fez ao vocalista a seguinte pergunta: "Na sua época vocês eram uma banda genial, por que estão fazendo isso?"
E teve a seguinte resposta: "Chegou a reta final, enquanto este furacão ainda for um furacão e não cair na categoria de tempestade tropical".


"Todo mundo entende o que queremos dizer com isso. Quando após tantos anos fecharmos o último capítulo dos Scorpions, abriremos uma nova página em nossas vidas e haverá novos desafios que enfrentaremos com alegria", ressalta Klaus Meine.
E assim, acabará a história de uma das principais bandas de rock que já existiu, mas nunca será esquecida pelo seus fãs.
Alguns videos para relembrar a banda:


Os "sub-estilos" do Rock, parte 7: Folk Rock

A importância do folk rock no cenário do rock’n’ roll em geral pode ser sentida na fama de Bob Dylan ou até mesmo nas raízes dos Beatles que, antes mesmo de serem os Beatles, possuíam um grupo de folk music. Folk, quando traduzido para o português, quer dizer povo. Conseqüentemente, a música popular americana ou britânica serviu como influência para vários grupos de rock destes países, tornando-se mais fonte de transformação do próprio rock. É necessário enfatizar que o conceito de música popular que estamos abrangendo aqui é bem diferente daquele que temos em mente quando pensamos em música popular brasileira. Nos Estados Unidos e Inglaterra, folk music é aquela que não tem autor próprio, como as cantigas de roda ou canções de ninar, que passam de pais para filhos durante gerações, sem que seu verdadeiro autor seja mencionado. Outro fator importante da folk music é que, através dos tempos, ela foi sendo alterada, ganhando novas versões e novos sentidos que, muitas vezes, são bem distintos de seus originais. Este tipo de música surgiu basicamente na era da depressão, por volta dos anos 30, quando compositores desconhecidos cantarolavam pelas ruas e em suas casas, transmitindo seus conceitos e idéias. Com o passar dos anos, a folk music passou a ser usada como forma de expressão política, refletindo os problemas e os desejos da sociedade ou comunidade em que fora criada. Aliada ao rock, a folk music transformou-se em folk rock, uma nova modalidade musical que misturava as letras sérias e políticas do folk com as guitarras frenéticas do rock. A transição de um estilo para outro, até a sua completa junção, aconteceu durante os anos de sucesso de Bob Dylan , um dos maiores, senão o maior, representantes deste tipo de música. Grupos e músicos que apreciavam ambos os estilos musicais, e, obviamente, eram influenciados por eles, passaram a mesclar tudo o que consideravam ser o melhor das duas artes musicais. Em 1965, um grupo chamado The Byrds, gravou a famosa "Mr. Tambourine Man", que contém uma estranha combinação de guitarra elétrica de doze cordas, mais uma guitarra comum, baixo e bateria. O resultado, que foi chamado folk rock, fez com que a canção alcançasse os mais altos postos nas paradas norte-americanas e britânicas, abrindo os olhos do público para aquela nova forma de expressão. O disco "Mr. Tambourine Man" continha claras influências do folk, uma vez que trazia quatro covers de Bob Dylan, que vinham acompanhadas por guitarras elétricas, baixo e bateria. No mesmo ano de 1965, outras canções do grupo chegaram aos primeiros lugares das paradas, estimulando a formação de várias outras bandas do mesmo estilo. O The Byrds continuou a lançar sucessos, sendo considerado um dos precursores do folk rock mundial. Outro grupo conhecido de folk rock é o Buffalo Springfield, de Los Angeles, Califórnia. Adotando também a fórmula que mistura a seriedade do folk com a diversão do rock, a banda não durou muito mais do que dois anos, mas tornou-se conhecida por suas músicas de protesto, como "For What It’s Worth", por exemplo. Seu vocalista, Neil Young, seguiu carreira solo, que foi impulsionada por este grupo, tornando-se bastante conhecido no cenário musical. Além desta banda, a difusão e o sucesso do folk rock trouxe também alguns artistas solo como a cantora Joan Baez, que ficou conhecida após incluir um cover de seu namorado, Bob Dylan, em seu disco, "Diamonds and Rust". O cantor Donovan, um escocês que foi considerado uma das maiores imitações de Dylan, também aproveitou a onda do folk rock e gravou "This Machine Kills". Mesmo com um estilo não próprio, a carreira de Donovan decolou e ele tornou-se o autor de vários sucessos na década de 70 e começo da década de 80, lançando uma série de discos que utilizavam tambores e outros instrumentos diferenciados. Muitos foram os grupos e cantores de folk rock e mais ainda foram aqueles influenciados por eles e que, consequentemente, contém em sua música um pouco do espírito de protesto das décadas de 60 e 70, com temas dos anos 80 e 90. Até mesmo bandas de outros estilos de rock, como o heavy metal e o thrash metal, utilizam o peso de suas guitarras para bradar os problemas do mundo de hoje, tornando-se, então, discípulos do folk rock. A amplitude do sentido folk rock é tão grande que nela podemos incluir, ao mesmo tempo, Mamas and Papas, Paul Simon e Art Garfunkel, Donovan e, se quisermos arriscar, Metallica e Sepultura. Claro que estes últimos estão incluídos na lista por suas letras de protesto e não pelo estilo de som que fazem mas, de qualquer maneira, encaixam-se na enorme cadeia de bandas que fazem folk rock

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sem Slipknot







Corey Taylor, vocalista do Slipknot, disse em entrevista à rádio WGRD, de Michigan, que se a próxima turnê não for boa,a banda provavelmente pode acabar.


Ele comparou a turnê como "passos de bebê" em relação ao futuro da banda, que perdeu o baixista Paul Gray, falecido em maio de 2010.